terça-feira, 5 de junho de 2012
Silêncio...
Alvo com perfume de pétalas de orvalho
Suavizando as noites do meu sonho
Tendo os olhos como negro soalho
Guardas em mim frutos de medronho
E poisas suavemente em lua cheia como flor
Adormecendo neste cansaço que me deu cor...
Pairas sobre mim, como água em movimento
Alimentado pelo bafo quente do meu interior
És suave, és profundo, és como sereno vento
Que embala pensamentos de um sonhador
Mas me deixas só e em comunhão de alvor
Me deixas a beleza, que é testemunha de amor...
Porque me tratas assim, acolhedor caminho
Porque tens tu, tão doce teu encosto
E depois de me dares o teu carinho
Foges para a solidão, que me dá desgosto?!
Pairando, adormeces encostado ao meu andor
E na procissão de sonhos, encontro eu desamor!
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Hoje sou pequenina
E fui desafiada pelo coração
Para que lhe cantasse uma canção
Mas que fosse numa melodia
Que mais ninguém conhecia!
E li livros e cadernos, inventos modernos
Bibliotecas inteiras, contos eternos
E no que estava escrito
Era tanto, tanto o que me foi dito
Ousasse eu descobrir
O que escondia o seu sentir
Pois só via o dicionário a repetir:
- É músculo que o sangue bombeia
Que corre na tua e na minha veia...
E outras explicações que tais
Comuns a muitos animais!
Ai, mas se eu o sinto quando encanta
Se ele comigo conversa e canta
E por vezes tem briga feita
Quando algum compasso rejeita
E não consegue soltar a ponta
E a coisa fica feia, é afronta...
Como vou então inventar um acorde que seja
Cantar assim melodia servida em doce bandeja
De ouro ou prata, em Sol ou Lá sustenido
Como vou inventar melodia que lhe faça sentido?
Coração meu, coração dorido e cansado
Coração que bem me falas quando enamorado
Ou até na angústia de um estado magoado
Eu por ti vou ao fim do mundo
Pois segredaste melodia bem no fundo
E eu te sinto em mim, no amor mais profundo!
(É que coração fez beicinho: só ele sabe dar carinho
E chora e faz birra, quando na vida caminha sozinho
Estaremos todos errados? - e se coração for um menino
Que só canta junto a outro, se amor for o seu destino?
Vamos lá então ensaiar:
Coração, coração, faces vermelhinhas
Bate as palminhas
E dá-me a tua mão
Coração, coração
Não me vais deixar, pois não?)
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
Vem...


Vem pedacinho da manhã
Vem raiando tua luz
Vem borboleta de véu em cruz
Vem meu corpete despido de lã
Ninho, aconchego de passarinho
Enfeitado de rosmaninho...
Vem florinha de cor singela
Verde prado de toalha amarela
Papoila, aloendro, alecrim
Vem sentar-te ao pé de mim
Que água que banha o rio
Chega no tempo sem frio
E lava as mágoas, lava o pranto
E deixa a vida ser encanto...
Vem sem tempo, sem espera
Bordado em verdinha hera
Alento de sonho de menina
Vem, que está mesmo sentado na esquina
Um sol, na beira do monte, sentado numa quimera
Vem...vem bailar com a Primavera!
(escrito em Março, mas só agora publiquei porque de embaraço me enfeitei...
tem tempos que tempo e cansaço, são rei!)
Vem raiando tua luz
Vem borboleta de véu em cruz
Vem meu corpete despido de lã
Ninho, aconchego de passarinho
Enfeitado de rosmaninho...
Vem florinha de cor singela
Verde prado de toalha amarela
Papoila, aloendro, alecrim
Vem sentar-te ao pé de mim
Que água que banha o rio
Chega no tempo sem frio
E lava as mágoas, lava o pranto
E deixa a vida ser encanto...
Vem sem tempo, sem espera
Bordado em verdinha hera
Alento de sonho de menina
Vem, que está mesmo sentado na esquina
Um sol, na beira do monte, sentado numa quimera
Vem...vem bailar com a Primavera!
(escrito em Março, mas só agora publiquei porque de embaraço me enfeitei...
tem tempos que tempo e cansaço, são rei!)
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Meus amigos...
sábado, 17 de março de 2012
Momentos...

Ontem eras presente, que deixava meu ser ardente
Ontem chamavas por mim, no meio de toda a gente
Tanto que te quero ainda, mas afasto no não querer
Tanto que ontem passou para hoje, e me faz doer
Presente do passado, que não ouve e não consente
Presente que te quer ainda, e é um amor doente...
Meu amor, meu amor, és uma quimera com o cheiro de flor...
E nas folhas de uma rosa perfumada, recordo tua pele amada
Cada pétala os teus lábios, a reflectir à tardinha a madrugada
Seu toque rega a esperança, teu corpo moreno como lembrança
E jaz na minha mão com pudor, lembrando sonhos de criança
Diz-me que beleza é esta, que o perfume do passado empresta?...
Um dia vou pedir ao presente, que me traga um só dia do passado
E viverei com ele na senda do futuro, momento doce e enamorado!
Ontem chamavas por mim, no meio de toda a gente
Tanto que te quero ainda, mas afasto no não querer
Tanto que ontem passou para hoje, e me faz doer
Presente do passado, que não ouve e não consente
Presente que te quer ainda, e é um amor doente...
Meu amor, meu amor, és uma quimera com o cheiro de flor...
E nas folhas de uma rosa perfumada, recordo tua pele amada
Cada pétala os teus lábios, a reflectir à tardinha a madrugada
Seu toque rega a esperança, teu corpo moreno como lembrança
E jaz na minha mão com pudor, lembrando sonhos de criança
Diz-me que beleza é esta, que o perfume do passado empresta?...
Um dia vou pedir ao presente, que me traga um só dia do passado
E viverei com ele na senda do futuro, momento doce e enamorado!
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Porque choras pela manhã

Porque choras pela manhã
não deixando teu afago de lã
porque choras, diz-me baixinho
que te embalarei com carinho...
porque choras sem ninguém ver
para não dar tua dor a perceber?!...
eu quero-te todo o dia, na alegria
porque choras tu, pela manhã?
anseios do dia que surge ansioso
tua alma o sente caprichoso
diz-me?! porque choras pela manhã?
talvez a noite em brisa bravia
te deixasse nua e fria
e a lágrima da manhã
te cobre o corpo de sal perfumado
que te deixará o dia em paz enamorado
num corpo por ti idealizado...
diz-me minh`alma de porquês entranhada
diz-me porque choras pela manhã
e carregas tão salgado talismã?
ai, porque não ris tu, pela manhã
o rendilhado do sol beijaria tua face
deixando-a da cor da romã!!!
não deixando teu afago de lã
porque choras, diz-me baixinho
que te embalarei com carinho...
porque choras sem ninguém ver
para não dar tua dor a perceber?!...
eu quero-te todo o dia, na alegria
porque choras tu, pela manhã?
anseios do dia que surge ansioso
tua alma o sente caprichoso
diz-me?! porque choras pela manhã?
talvez a noite em brisa bravia
te deixasse nua e fria
e a lágrima da manhã
te cobre o corpo de sal perfumado
que te deixará o dia em paz enamorado
num corpo por ti idealizado...
diz-me minh`alma de porquês entranhada
diz-me porque choras pela manhã
e carregas tão salgado talismã?
ai, porque não ris tu, pela manhã
o rendilhado do sol beijaria tua face
deixando-a da cor da romã!!!
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Feitiço de lua cheia
Linda e bela princesa à janela
Na escura noite, alva no breu
Tendo o céu, por conta de seu
Princesa dos contos só dela
Espreitando sua face cheia
Pensas que talvez a enfeitices
Encontrando suaves meiguices
No teu corpo de gato que enleia
Ah, meu rapaz, meu louco menino
Quem dera ela enfeite teu caminho
E nunca te percas por aí sozinho...
É que sabes...lá no alto a princesa
Dorme a noite toda, com certeza
E tu, acordado no feitiço meiguinho!
(para ver mais desta beleza de princesa
é só seguir por AQUI o olho do meu menino
que se vidrou neste quadro divino):)
Na escura noite, alva no breu
Tendo o céu, por conta de seu
Princesa dos contos só dela
Espreitando sua face cheia
Pensas que talvez a enfeitices
Encontrando suaves meiguices
No teu corpo de gato que enleia
Ah, meu rapaz, meu louco menino
Quem dera ela enfeite teu caminho
E nunca te percas por aí sozinho...
É que sabes...lá no alto a princesa
Dorme a noite toda, com certeza
E tu, acordado no feitiço meiguinho!
(para ver mais desta beleza de princesa
é só seguir por AQUI o olho do meu menino
que se vidrou neste quadro divino):)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Alma inquieta

Em branco casario, efeito de fogo
Na linha de um horizonte ansioso
Fugindo num entardecer quase logo
Respeita terra seca, em ar fogoso
Adormece junto a nuvens de frio
Rezando sobre ar seco e bravio
Pede que se levante brisa do céu
E nuvem chore, todo o pecado seu!
Mas nem o céu ouve seu desencanto
E na terra seca, se aguarda incerta
Que seja um lençol de água seu manto...
Ah no velhinho casario, alma inquieta
Quando o tecto do fogo for pranto...
Melodias de coro, num voo de poeta!
Na linha de um horizonte ansioso
Fugindo num entardecer quase logo
Respeita terra seca, em ar fogoso
Adormece junto a nuvens de frio
Rezando sobre ar seco e bravio
Pede que se levante brisa do céu
E nuvem chore, todo o pecado seu!
Mas nem o céu ouve seu desencanto
E na terra seca, se aguarda incerta
Que seja um lençol de água seu manto...
Ah no velhinho casario, alma inquieta
Quando o tecto do fogo for pranto...
Melodias de coro, num voo de poeta!
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domingo, 15 de janeiro de 2012
Chuvinha...

E porque hoje é domingo
da nuvem caiu um pingo
uiva na floresta um dingo
e permanece rosado o flamingo...
e eu não sei se fico, se vou indo
se neste silêncio bailando me vingo...
tudo, porque hoje é domingo
e na terra seca caiu um pingo!
da nuvem caiu um pingo
uiva na floresta um dingo
e permanece rosado o flamingo...
e eu não sei se fico, se vou indo
se neste silêncio bailando me vingo...
tudo, porque hoje é domingo
e na terra seca caiu um pingo!
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Enfeitando o caminho...
domingo, 27 de novembro de 2011
Alma de cristal
Tristeza és, em estado magoado
Com o sentir de um porquê
Que só na alma se vê
Vivendo desacompanhada
Querendo tudo e nada...
És um mal amado
Que sente e não é sentido
Por ninguém que te seja querido
Senão no sentido de ser chorado...
Ah...que triste esse fado
Andares no povoado, tão árduo
E não saberes como afastar teu fardo...
Vai no teu silêncio sem medo
Entre o mal do tudo que te faz nada
E verás com singeleza, como ficarás mudada...
E eu?!...amiga minha, serei tua madrinha
Se prometeres que a vida será levezinha
E mudares para um quente bordado
De favo de linho, doce e aconchegado!...
Com o sentir de um porquê
Que só na alma se vê
Vivendo desacompanhada
Querendo tudo e nada...
És um mal amado
Que sente e não é sentido
Por ninguém que te seja querido
Senão no sentido de ser chorado...
Ah...que triste esse fado
Andares no povoado, tão árduo
E não saberes como afastar teu fardo...
Vai no teu silêncio sem medo
Entre o mal do tudo que te faz nada
E verás com singeleza, como ficarás mudada...
E eu?!...amiga minha, serei tua madrinha
Se prometeres que a vida será levezinha
E mudares para um quente bordado
De favo de linho, doce e aconchegado!...
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domingo, 23 de outubro de 2011
Refúgio
Corria alva e leve e suavemente fria
Bordada por pedra luzidia
No carreiro do rio interior
Entre a brasa da terra em cor
Como se fora sangue das entranhas
Escondida no seio de intrigantes manhas
E na base de gotinhas de cristal
Em circulo como se procurasse pedestal
Num sentido de vida em direcção
Deixando lhe tocassem com a mão
Ansiando que o corpo da sua alma
Sorvesse a seiva de um tempo que acalma...
E tinha o destino, da treva procurar o dia
Namorando a escuridão que a servia
Na fé, da luz que sabia que existia...
E quando aurora se fizesse acontecer
Deixaria o tempo a beijasse no adormecer
Rio de vida, foz de doce marujar a anoitecer!
Bordada por pedra luzidia
No carreiro do rio interior
Entre a brasa da terra em cor
Como se fora sangue das entranhas
Escondida no seio de intrigantes manhas
E na base de gotinhas de cristal
Em circulo como se procurasse pedestal
Num sentido de vida em direcção
Deixando lhe tocassem com a mão
Ansiando que o corpo da sua alma
Sorvesse a seiva de um tempo que acalma...
E tinha o destino, da treva procurar o dia
Namorando a escuridão que a servia
Na fé, da luz que sabia que existia...
E quando aurora se fizesse acontecer
Deixaria o tempo a beijasse no adormecer
Rio de vida, foz de doce marujar a anoitecer!
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Sonho ou talvez não...
Da luz que me embala todo o dia
tentei apanhar a tua simpatia
e qual não foi o meu espanto
quando vi que todo o céu me sorria...
não sei porque foi, porque aconteceu
mas o meu olhar encontrou o teu
e na força interior que nos envolveu
todo o sonho azul, virou encanto...
...e imaginei por momentos:
Será a luz dos teus olhos, nos tempos?
tentei apanhar a tua simpatia
e qual não foi o meu espanto
quando vi que todo o céu me sorria...
não sei porque foi, porque aconteceu
mas o meu olhar encontrou o teu
e na força interior que nos envolveu
todo o sonho azul, virou encanto...
...e imaginei por momentos:
Será a luz dos teus olhos, nos tempos?
sábado, 17 de setembro de 2011
Tempo sem tempo...


Tempo que gira e nos domina
Rotina espreita sentada a cada esquina...
E a dor de uma surpresa é funesta!
Mas quando a porta de repente se fecha
Espreita-se janela que borda ar em flecha
E uma linda cor, nela se empresta...
Um dia vou contar a alguém
Como, com amor, o tempo se detém!
Rotina espreita sentada a cada esquina...
E a dor de uma surpresa é funesta!
Mas quando a porta de repente se fecha
Espreita-se janela que borda ar em flecha
E uma linda cor, nela se empresta...
Um dia vou contar a alguém
Como, com amor, o tempo se detém!
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Entre a ousadia e o medo
Sugando maresia do mar
Nadando na onda dos porquês
Dos tempos de era uma vez
Interroga-se a mente e a alma
Que o corpo não acalma...
Porque tudo é um nada constante
E o nada vive num tudo estonteante
Que nunca, o é suficiente
Que põe meio mundo impaciente
E num quê, tão arrepiante
Trás o nada, em tudo inconstante...
Voa para além dos teus limites
Voa, sem rumo, não hesites
Quem sabe se o teu final
É um nada de tudo, sem igual?!
Quem sabe, qual o segredo
Fronteira entre a ousadia e o medo
Que terás de passar a planar?!...
Levemente...como pena a nadar...
Serenidade na vontade, força para lutar!!
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
Ausência

Vi a tristeza chorando num canto
Em que a alma toda estremecia
Dei-lhe meu afago por encanto
E seu estado mudança prometia
Ai, mas é tão incerta a mudança
Quando nos ventos sopra lonjura
É como acariciar uma criança
Sabendo que o sentir não dura
A solidão se junta à tristeza
E reside um bailado de leveza
Que no corpo é estranho condão...
E pelo céu com asas de falcão
Dançando em nuvens de algodão
Jaz flor, em coração de incerteza!...
Em que a alma toda estremecia
Dei-lhe meu afago por encanto
E seu estado mudança prometia
Ai, mas é tão incerta a mudança
Quando nos ventos sopra lonjura
É como acariciar uma criança
Sabendo que o sentir não dura
A solidão se junta à tristeza
E reside um bailado de leveza
Que no corpo é estranho condão...
E pelo céu com asas de falcão
Dançando em nuvens de algodão
Jaz flor, em coração de incerteza!...
sábado, 16 de julho de 2011
Lua de regaço

Balada de amor, a lua hoje canta baixinho
Lá no céu onde ela vive sozinha
De corpo de luz, com que o universo seduz
Bailando a sua velha modinha
Sorrindo às estrelas pelo caminho...
Ai lua, lua, quem dera que fosses um instante meu ninho
Me deixasses pairar em teu brilho, presa em belo cadilho
E a meu amor levasses, o mais belo e secreto recadinho...
Quem sabe se no teu regaço, eu recebia aquele meiguinho abraço?!
Lá no céu onde ela vive sozinha
De corpo de luz, com que o universo seduz
Bailando a sua velha modinha
Sorrindo às estrelas pelo caminho...
Ai lua, lua, quem dera que fosses um instante meu ninho
Me deixasses pairar em teu brilho, presa em belo cadilho
E a meu amor levasses, o mais belo e secreto recadinho...
Quem sabe se no teu regaço, eu recebia aquele meiguinho abraço?!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Sei que sabes...

Sei dos teus medos em sono profundo
Sei dos teus passos no asfalto do mundo
Sei que nasceste na vida sem pai
E da mãe que tiveste com ai...
Sei meu amigo desse teu ar moribundo
Sei, amor que nasceu em ti, tão viçoso e profundo
Sei daquela saudade que nasce em ti tão capaz
E da nostalgia do dia, que querias ter sido audaz!
Mas a vida escolheu outro palco para encenares
Desenhando-te já cansado para continuares
E na tela do verbo ser de menino da tua época
Voltar atrás é melodia de sinfonia louca!...
Ai, pudera eu amar-te e proteger-te
Afagar-te em mim e merecer-te
Porque sabes? É que também sei
Aquilo que em ti já me dei...
Sei que ao partilharmos a alma
Nenhum de nós jamais sentiria a calma...
Duas quimeras perdidas no caminho
Explodiriam no êxtase do carinho
E deixariam a vida de mansinho...
Sabes? Sei que sim, que sabes...
Um dia no coração fizemos as pazes!
Sei dos teus passos no asfalto do mundo
Sei que nasceste na vida sem pai
E da mãe que tiveste com ai...
Sei meu amigo desse teu ar moribundo
Sei, amor que nasceu em ti, tão viçoso e profundo
Sei daquela saudade que nasce em ti tão capaz
E da nostalgia do dia, que querias ter sido audaz!
Mas a vida escolheu outro palco para encenares
Desenhando-te já cansado para continuares
E na tela do verbo ser de menino da tua época
Voltar atrás é melodia de sinfonia louca!...
Ai, pudera eu amar-te e proteger-te
Afagar-te em mim e merecer-te
Porque sabes? É que também sei
Aquilo que em ti já me dei...
Sei que ao partilharmos a alma
Nenhum de nós jamais sentiria a calma...
Duas quimeras perdidas no caminho
Explodiriam no êxtase do carinho
E deixariam a vida de mansinho...
Sabes? Sei que sim, que sabes...
Um dia no coração fizemos as pazes!
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
Tempos reais


Numa ameia cerzida, em taça de vida
Corria tempo da hera em sua guarida
Olhares se cruzavam e entrelaçavam
E a ameia reflectia os que se olhavam
Eram vozes, eram ais, eram tambores
Os tempos de dentro, outros valores
Eram suspiros e romances de rainhas
Que viram tecer façanhas e ladainhas
E vieram romanos, vieram lusitanos
Forças medievais, forenses que tais
Dotes de amor, entre seus portais...
Talvez estivessem assim como vestais...
Que se desejavam divinais sem enganos
Na origem da vida, a nobreza dos anos?!...
Corria tempo da hera em sua guarida
Olhares se cruzavam e entrelaçavam
E a ameia reflectia os que se olhavam
Eram vozes, eram ais, eram tambores
Os tempos de dentro, outros valores
Eram suspiros e romances de rainhas
Que viram tecer façanhas e ladainhas
E vieram romanos, vieram lusitanos
Forças medievais, forenses que tais
Dotes de amor, entre seus portais...
Talvez estivessem assim como vestais...
Que se desejavam divinais sem enganos
Na origem da vida, a nobreza dos anos?!...
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sábado, 28 de maio de 2011
Sonho

(Sonhos, sempre só sonhos
Não sei viver sem sonhos...)
Onde ponho meu ardor
Sempre te vejo meu amor
Na esquina de uma janela
Namoro teu corpo aguarela
Numa rua na multidão
Sempre tu no coração
Numa vaga de mar
Teus olhos a naufragar
Numa nuvem do céu
O carinho que me benzeu
Num rio as margens a verter
Sinto teus lábios me humedecer
Na loucura de fogueira acesa
Nasce chama de certeza
Na pétala de uma rosa
Me acho em ti, a mais formosa
Sobre teu manto de colina verde
Sou lua cheia que se perde...
(Sonhos, sempre só sonhos
Não sei viver sem sonhos...)
Um dia, quando tudo em mim morrer
Só tu, alado sonho, me farás renascer!
Não sei viver sem sonhos...)
Onde ponho meu ardor
Sempre te vejo meu amor
Na esquina de uma janela
Namoro teu corpo aguarela
Numa rua na multidão
Sempre tu no coração
Numa vaga de mar
Teus olhos a naufragar
Numa nuvem do céu
O carinho que me benzeu
Num rio as margens a verter
Sinto teus lábios me humedecer
Na loucura de fogueira acesa
Nasce chama de certeza
Na pétala de uma rosa
Me acho em ti, a mais formosa
Sobre teu manto de colina verde
Sou lua cheia que se perde...
(Sonhos, sempre só sonhos
Não sei viver sem sonhos...)
Um dia, quando tudo em mim morrer
Só tu, alado sonho, me farás renascer!
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