sábado, 13 de fevereiro de 2016
Paz
Num mundo em que arma é a guerra
Que profana fome do poder, encerra
Fui pedir Luz ao meu mundo interior
Que Maria o abençoe, com seu Amor
Não te incomodes se não sentes a fé
Talvez nem saibas o que isso é...
Mas se olhares as veredas do coração
Vê como é tão sensitiva, essa condição
E mesmo que não saibas oração
Basta que peças com devoção...
Ser-te-á dada a serena Paz...
Como meu poema, deseja ser capaz!
(13/02/2016 - Fátima)
Boa semana, um lugarzinho na terra com muito sossego e carinho e sejam aves livres no vosso ninho.
A todos os amigos meu beijinho e desculpem não visitar vosso espacinho...continuem com tino, sem qualquer desatino!
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Sonhos entrançados
Entrançando a chuva miudinha
Com a luz reflectida na pedrinha
E num silêncio que me envolve
Parando o corpo, a mente se move
Na trança do dia, uma ladainha
E mechas de pensamentos
misturados
Na lanterna acesa dos céus
apagados
Move-se a magia de eternas
quimeras
Sonham-se ali passos de outras
eras
Entre os dedos de utopias
molhados
Momentos quietos, sussurrantes
Ofegantes do dia, de pés
andantes
Entrançados com a ligeira
quietude
Ai que doce é a noite, nada se
mude
Assim... apaixonados como
antes...
E tranças esvoaçando em brisas molhadas
Cheias de perfume de memórias
cantadas
Na chuvinha caída, Amor o sinto,
possuída!
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Depressão
...já nem sei que sinto
nem se digo verdade ou se minto
esta dor que dilacera o meu
peito
este andar desassossegado e
contrafeito
este desamor da vida, que não
tem jeito!
...tenho frio...estou sem vontade de nada...
este sentir tirou-me a vontade
de tudo!
vou vagueando como se fora num
cinema mudo...
e os actores são bonecos
animados, sem expressão
de olhares vazios e cavados, em
cenários difusos...
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Porquê
Perguntei ao Menino
Porque se bordavam as marés
Porque fazia parecer um hino
Aquele vento, voando em aloés
Porque a montanha era alta
E no vale, a planície se estendia
Porque a lebre na floresta salta
E o caracol no verde se recolhia
Perguntei porque havia luar
E porque era o sol escaldante
Porque havia fontes, no rio a nadar
E porque trazia azul, o céu errante?...
Perguntei porque voavam asas
Porque golfinho tinha sonar
Porque pobres não tinham casas
E outros as tinham a sobejar...
Diz Menino, porque nasceste Tu pobre
E além a guerra se move, tão ligeira
Onde só a manta de natal a encobre
Diz porque existe o deserto e a toupeira
Porque existe pinguim, naquele frio vadio
Contrário ao calor, do gato na braseira
E tantos dançam pendurados por um fio
Porquê diz Menino, a Vida parecer
desafio?...
De tanta pergunta que eu lhe fiz
Ele só ternamente olhava, sorria
E num pergaminho com a flor-de-lis
Uma aurora rendada me estendia...
E nada me disse, mas eu senti...
Na pauta escrita a letra dourada
O Coração da Vida, morava ali:
AMOR a única resposta, chave da morada
Não importa a pergunta na porta que abras
A estrela d`alva só será luzente e
presente
AMOR que seja ungido nos actos, palavras
Factos, nos dias de ontem, hoje e
sempre!...
Aurora, natal de pergaminho que enrolei
E debaixo do meu travesseiro deixei...
E sabem? Mais perguntas, não farei!!...
(Natal 2015)
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