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Numa ameia cerzida, em taça de vida
Corria tempo da hera em sua guarida
Olhares se cruzavam e entrelaçavam
E a ameia reflectia os que se olhavam
Eram vozes, eram ais, eram tambores
Os tempos de dentro, outros valores
Eram suspiros e romances de rainhas
Que viram tecer façanhas e ladainhas
E vieram romanos, vieram lusitanos
Forças medievais, forenses que tais
Dotes de amor, entre seus portais...
Talvez estivessem assim como vestais...
Que se desejavam divinais sem enganos
Na origem da vida, a nobreza dos anos?!...
Corria tempo da hera em sua guarida
Olhares se cruzavam e entrelaçavam
E a ameia reflectia os que se olhavam
Eram vozes, eram ais, eram tambores
Os tempos de dentro, outros valores
Eram suspiros e romances de rainhas
Que viram tecer façanhas e ladainhas
E vieram romanos, vieram lusitanos
Forças medievais, forenses que tais
Dotes de amor, entre seus portais...
Talvez estivessem assim como vestais...
Que se desejavam divinais sem enganos
Na origem da vida, a nobreza dos anos?!...
8 comentários:
Tempos reais
e a realidade dos tempos
apertados entre ameias.
Continua sempre a rimar :)
Beijinhos
olá nina*
sempre bom chegar ao Parapeito e ver por lá a ternura das tuas palavras...que me trazem até aqui num baile sem peso e cheio de carinho...
reais como estes tempos...
....
Um descanso sereno cheio de brisas frescas **
Perdi as tuas palavras na fotografia dos troncos de árvore... que beleza!
Beijos.
Olá, Baila sem peso
O poema é muito lindo, contrabalançando um trocadilho entre 'tempos reais' do tempo em concreto com os 'tempos reais' da realeza, com os seus valores, seus ais e façanhas...
Gostei especialmente deste terceto:
Talvez estivessem assim como vestais...
Que se desejavam divinais sem enganos
Na origem da vida, a nobreza dos anos?!...
A foto dos troncos é lindíssima, parece uma 'janela', aliás, uma ameia ali cerzida de propósito.
Beijos
Olinda
P.S.Obrigada pelo mimo poético que cerziu lá no meu 'xaie'. :)
Enganei-me, faltou-me um 'éle' no meu 'xaile'.
:))
Beijo
o olhar nesse passado que nos falta: a garra
Um Poema muito bonito , que gostei muito de ler ! Lindas Fotos!
Fa menor
E na rima me enleio
E lá vou tecendo “meu paleio” :)
Bjitos sempre com carinho menina musical
Parapeito
Olá nina*! Tudo bem no Parapeito?
Logo lá espreitarei com jeito :)
E deixarei uma palavrinha
Nestes tempos reais
Que vão sendo banais...
Huumm...pelo meu cantinho!!!
Que pelo mundo vai cheio de burburinho
Que é demais e tão cheio de ais!!!:(
Brisas serenas pa ti nina azulinha**
Maria
Já as encontraste Maria? :)
Pois, elas fugiram no meio da ameia...
E olha que é mesmo pedra...
Não é árvore não...achei bonita aquela hera
A crescer, seio de um verde que se esmera :)
Beijos pa ti
Olinda Melo
Na verdade foi essa a intensão
Fazer trocadilho com real(idade) e realeza
E quem sabe porque não
Entre o tempo e a condição
Que vão sendo servidos à nossa mesa :)
(Pois como já disse parecem troncos
Mas não são! É uma ameia bem estreitinha
Que se lembrou de ficar de verde enfeitadinha
E quanto ao mimo é na verdade
O que na vida pretendo partilhar
Pois todos nós andamos carentes
De miminhos bem adocicantes
Que façam nossos dias mais brilhantes!):)))
Beijo e obrigada pela amizade partilhada
Teresa Durães
Tens razão minha amiga!!!
A garra e não só...
Mas o tempo é condição
Que nos vem e vai, escorregando da mão...
Bjitos
(Como vai isso de datas???
Logo que possa, prometo resposta
Tem paciência comigo...logo te respondo e sigo!:)
Ando cansaaada, que não te digo nada!!! :)
helia
Obrigada pelo elogio!
Deixo um beijinho no meio do que sentiu!:)
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