domingo, 12 de julho de 2009

Paixão


Tanta ansiedade a nossa, meu amor
Beijava as horas, em que o sol aquecia
Iluminava os dias em nosso louvor
E nos trazia a lua, que nos despedia.

Pensei um dia, em nos fazer adormecer
De te fazer esquecer, esse sabor de mim
Tarde então percebi, que ao teu esquecer
Mais eu me lembraria de ti, assim.

Hoje estás longe, talvez ditoso...
Já sem a loucura da nossa ansiedade
Eu balanço na vida, deste chão sequioso!

Mas a que doce sabe, esta saudade...
Que se alimenta em recordar tão ansioso
Sabor que guardei na frescura da vontade!

11 comentários:

Maria disse...

É paixão, sim...
:)

Beijo

Teresa Durães disse...

paixão. que se descruza e deixa boas memórias? já tive uma assim!

DE-PROPOSITO disse...

Mas a que doce sabe, esta saudade...
--------
Penso que a 'saudade', não é doce.
Mas enfim. Cada um define-a como 'lhe vai na alma'.
Fica bem.
E a felicidade por aí.
Manuel

alcinda leal disse...

A saudade pode ser uma sensação agradável... principalmente quando envolve emoções bem resolvidas, não é?
Pode ter o sabor que se guarda na frescura da vontade...
Beijinhos
Bom Verão
Alcinda

tinta permanente disse...

Quem escreve sonetos, hoje?!...
Só quem tem Poesia na alma!

abraços!
www.tintapermanente.com

poetaeusou . . . disse...

*
na frescura da vontade.
a verdade é sequiosa . . .
,
belo e bailado poste,
,
ditosas conchinhas, deixo,
,
*

Zilto disse...

O não esquecer gravado. Tatuado.


E depois a saudade. A dor (quase boa da recordação) da saudade...

Baila sempre em amor=aqui a poesia.



BeSoS

Vieira Calado disse...

O soneto

foi sempre uma boa forma de expressão

parta dizer o que nos vai na alma.

Como é o caso.

Bjs

as velas ardem ate ao fim disse...

era mesmo o que eu precisava..paixão!

bjos

clic disse...

Ah, paixão é então isso!... :)

tempusinfinitae disse...

Paixão ao verbo, ao poemar.

Sempre uma doçura tão grande, tão frágil e no entanto avassaladora para quem lê. E sente.