terça-feira, 5 de junho de 2012

Silêncio...


Alvo com perfume de pétalas de orvalho
Suavizando as noites do meu sonho
Tendo os olhos como negro soalho
Guardas em mim frutos de medronho
E poisas suavemente em lua cheia como flor
Adormecendo neste cansaço que me deu cor...

Pairas sobre mim, como água em movimento
Alimentado pelo bafo quente do meu interior
És suave, és profundo, és como sereno vento
Que embala pensamentos de um sonhador
Mas me deixas só e em comunhão de alvor
Me deixas a beleza, que é testemunha de amor...

Porque me tratas assim, acolhedor caminho
Porque tens tu, tão doce teu encosto
E depois de me dares o teu carinho
Foges para a solidão, que me dá desgosto?!
Pairando, adormeces encostado ao meu andor
E na procissão de sonhos, encontro eu desamor!

8 comentários:

Olinda Melo disse...

Bom dia, querida Levezinha

Uma imagem bela que as tuas palavras adaptam tão bem a um sentimento que implica solidão, mas também vontade de sonhar e abrir caminho rumo à beleza, tendo a natureza e os seus tributos como pano de fundo.

'Pairas sobre mim, como água em movimento
Alimentado pelo bafo quente do meu interior'

E do teu interior lindo nascem promessas de amor e encantamento.

Adorei!

Beijinhos

Olinda

CamilaSB disse...

Lindo e comovente... (nem sei o que dizer), as suas palavras são suaves e ternas, apesar das escadas serem íngremes...
Um grande beijinho amiga, adoro este cantinho... aqui respira-se ternura!

poetaeusou . . . disse...

*
Amiga,
,
bucólicas,
são as tuas palavras,
emanando
o aroma campestre,
odores a medronhos embriagadores,
porém, perdoa-me,
gosto de navegar na solidão,
como a solidão é bela,
á sombra do arvoredo
onde um rio em segredo
desliza com mansidão,
desenhando numa tela
os “males” do coração !
,
campesinas conchinhas,
ficam,
*

Eduardo Aleixo disse...

A tua poesia é sempre doce e suave e bela.
Desta vez perpassam nos teus versos a melancolia e a solidão, embora acariciando no teu regaço uma presença ausente , que dulcifica o teu presente.
Um beijo.

jorge esteves disse...

Continua (sempre) agradável e fresca a tua forma de poetar!...
abraço.

Baila sem peso disse...

Olinda Melo
Sempre doce e meiga
A tua palavra, minha amiga!
O silêncio passeia no encantamento
Do coração que pede alimento...
Obrigada (ó)Linda, vestido de papoila e espiga
Meu coração te entoa uma cantiga :)

Beijinhos com ternura
Que dura, e dura e dura... :)

CamilaSB
Nem eu sei também como agradecer
O comentário com carinho a valer!
Vais ver que é, minha amiga
Porque teu coração também se intriga
Fica encantado com a tua poesia de vida! :)

Um grande beijinho de muito carinho

poetaeusou
Poeta das águas revoltas e soltas
Poeta amigo de aloés
Então não reparaste
Mesmo caidinhas a meus pès?
Sente como escorre a corrente de água
As gotinhas refrescantes e cantantes
Que se debruçam com suavidade
Num verde de silêncio em claridade...
Um ribeirinho de água mansa
De que a terra não se cansa...
E logo mais ao teu mar,
um dia vai chegar...:)

bailando silêncios pensantes
deixam beijinhos errantes

Eduardo Aleixo
Ai, Edu meu querido amigo
Sempre amável e tão querido!
A solidão é um condão de muita gente
Entra pela porta sem pedir licença
E pede descarada, buliçosa presença!
Temos de saber percorrer o Caminho
Ainda que haja falta de ninho...
E as escadas sejam íngremes
E haja nós, (em) baraços de apertados vimes...
Tudo depende de como se vive a Vida...
Por vezes Ela prega uma ou outra partida :)

Beijo com ternura e um sorriso bem amigo

jorge esteves
Continua (sempre) doce e ternurenta
A forma do teu dizer, como chocolate de menta!
(que eu adoro pela frescura com que alimenta!)
Abraço

Eduardo Aleixo disse...

Vim aqui para ver se havia novidades. Não há. Respeito o silêncio. Mas que tenho saudades de ler a tua poesia, isso tenho!

Baila sem peso disse...

Eduardo Aleixo

Obrigada pelo teu carinho!
Pronto, hoje rompi o silêncio
e deixei aqui um 'cadinho'
da minha alma, que sonha desvario :)

Abracito