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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Maquinista




Nobreza do sentido em mim
Desde a idade de anjo querubim
Quando entre as linhas do olhar
Aquele “cavalo” nos meus sonhos via passar
E sonhava, que eu era o “homem” que ali ia
Naquela cabeça, no seu trotar qu`eu só via
Me sorria... acenava e eu em espanto
O aceno lhe devolvia...
(- Que sorte ele tinha ao transportar a vida
Levando e trazendo estórias em guarida...)
E acompanhou-me a certeza do que era
Ser “senhor” de uma desejada quimera
Queria ser maquinista!!..- Ai quem me dera!
E eis que a vida se fez segredo do sonho
Frenando e acelerando nas lutas do caminho
Ali na linha, entre travessas e pedrinhas
Nas minhas preces, desejos e ladainhas...
Luz, escuridão, trilhos nas linhas do chão
Estação, casinhas,  túnel, emoção...
E um dia aquele meu sonho de menino
Do passado em clave de um sol, soa hino...
Nasceu e cresceu...toca instrumento realista
Agora sim...era eu...o homem...
Daquele cavalo de ferro, o maquinista!!!

Isabel Vieira (Baila sem Peso)
(08/04/2016)

(Beijo de mãezita, que te deseja
que o comboio da vida, seja
um trilho de paisagem sempre bonita...
 "hoje é o primeiro dia do resto da tua vida" - 11/04/2016) :)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Canção que cresceu



Vieram as nuvens de Abril
Cobrir o céu feito asas
Dançando pelo vai e vem
Na cor branca que paz tem
Em floresta, no mar, junto às casas
Pela vida primaveril, em encanto mil

Dançando pelo tempo, pela luz da cidade…

Enfeitam-se os jardins de flores
Emprestam ao coração, tantas cores
E as histórias de muitos amores…

E se orvalhar, vem regar a fecundidade!

E tem no condão a chama liberdade
Rodando nos ventos dessa verdade
Deu à luz a louca existência
De a tornar a pura sapiência
Vestindo a cor, de flores vitoriosas
Que antecede o mês das rosas
Em que se canta em apogeu
O que em Abril nasceu!

Se no tocar instrumento, fosse prendada
Ensaiava uma trova muito minha
E tocava-a na plena madrugada
Junto ao canto de piar d` avezinha!
E a este acontecer, de alegria tão suada
Ventura em mim…a canção que cresceu!




(um poema de 14.04.2009 que Alcinda Leal me desafiou a escrever sobre Abril)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Na esquina da minha rua




Na esquina da minha rua
Sobram silêncios amargurados
Flores que abraçando a lua
São segredos, tão magoados

Pendentes, carentes, pungentes
Que sonham dia ansiando alegria
Silêncios das mãos de gentes
Que se recolhem na noite fria

Na esquina da minha rua
Na berma do passeio que chora
De coração partido, a alma nua...

Na esquina da minha rua
Mora a saudade que continua
Que sempre foi, será e é agora!

19/04/14
(horas antes de receber a noticia
da partida da minha mãe
para a morada final...
já sentia a saudade
do que viria a ser a verdade...
que descanse em paz
e que o eterno descanso
seja suave, sereno e manso!...)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ansiedade


No seio da mãe ansiedade
qual lágrima de fonte
No rosto bate uma verdade
de incerteza, no horizonte...
Olho-me no tempo a correr
olhos de água, a nascer
na fonte que não dá de beber...
Quem sabe se tudo não passa
de sonho mau acontecer??!!
Quem sabe??!!...
Um dia depois do outro
como a brisa no ar esvoaça
o tempo virá ao encontro
me salpicará com graça
e na fonte da ansiedade
dançará a tranquila paz...
Flor, não morrerá com sede!
Quem sabe??!!...
Só no tempo, a escrita jaz!

domingo, 3 de maio de 2009

Amor


...uma entrega, uma carícia, um sem tempo
um ter e ser que nos deixa adormecer
sem conceito, de qualquer verbo perceber...