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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Puro desejo




Toca-me com teus afagos de mel
Lembrando seda de flor silvestre
Vem até mim, cavalgando corcel
 
Mata-me este sentir, tão mestre

Abraça-me com teu corpo cigano
Veste o meu de teu azul celeste
Com tua capa feita de puro pano
Macia, com que de Amor nos veste


Vem nas longas noites de Morfeu
Dá-me teu beber de cálice sagrado
Serei princesa que teu desejo bebeu


E na tua vinda a visita do corpo amado
Sereia do mar de desejo, que cresceu
Olha a noite, nasceu em céu estrelado!


(20/02/2016)

Tenham dias bonitos e desculpem a minha ausência...ando por aí pela vida a ganhar a luz e a paciência...vou espreitando de vez em quando, os cantinhos dos meus amigos e que ninguém me dê castigos!..beijinhos e abracinhos distribuídos.
Foto da minha colecção de postais - 1980 -

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Coração





Tão simplesmente nos batimentos
Sente-se em todos dias de tormentos...
Mas tão simplesmente agraciado

Fica também quando é amado...

Dizem que é Dia dos Namorados
Mas eu pensava nos passados
Será que nos futuros serão diferentes
Eu os sinto, todos puros e quentes


Então...em si tudo explicado...
Ama sem condição...
Sente sem obrigação...
Afinal acho que este dia
O Amor em si, vem sem ser chamado!


Tenham todos dias de Amor com alegria interior
(escrito para dia dos namorados)


Foto do meu álbum de postais

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sonhos entrançados






Entrançando a chuva miudinha
Com a luz reflectida na pedrinha
E num silêncio que me envolve
Parando o corpo, a mente se move
Na trança do dia, uma ladainha

E mechas de pensamentos misturados
Na lanterna acesa dos céus apagados
Move-se a magia de eternas quimeras
Sonham-se ali passos de outras eras
Entre os dedos de utopias molhados

Momentos quietos, sussurrantes
Ofegantes do dia, de pés andantes
Entrançados com a ligeira quietude
Ai que doce é a noite, nada se mude
Assim... apaixonados como antes...

E tranças esvoaçando em brisas molhadas
Cheias de perfume de memórias cantadas
Na chuvinha caída, Amor o sinto, possuída!


sábado, 31 de outubro de 2015

Outono





Tão sereno está o ar no movimento
Nem a brisa me toca com seu manto
Estou sonolenta sem alma em lamento
E com o outono na bainha do encanto
Vai o meu sonho bordando um corpete
Com linhas de chuva miudinha
E alinhavando o que em mim se repete
A mansidão do tecido, na ladainha
De um estar que o tempo me promete
Um aconchego de pura lã, branquinha

E reparo então que não estou sozinha
Alguém borda também a sua veste
Se encanta com o silêncio que acarinha
E chuleia a ponto cruz bainha silvestre
E vai no amarelo, o castanho misturado
Com o rosa do sonho de princesa
E se junta um azul, menino raiado
Na quietude de um som da natureza
E nas cores que o silêncio fala embriagado
Nasce cinzento, despe o corpo e é nudeza!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Plumas brancas




Plumas brancas em doce caminho
Lado a lado casam com a margem
E nadam suave brisa de mansinho
E como é doce paz sua mensagem

Venham tragam em pergaminho
Palavras alvas, soando coragem
Escritas com pena do vosso ninho
Venham...não façam paragem...

Como se as águas fossem de carinho
Nesse navegar entre verde folhagem
E o sol se deitasse com um passarinho

E já noite dentro muito devagarinho
Na hera, entre o fresco da aragem
Céu estrelado, cheirasse a rosmaninho